Os nossos antepassados pré-históricos, encaravam a Natureza simultaneamente como uma Mãe Terra fecunda e providencial, como uma coleccção de ameaças de contornos mal compreendidos:
Com o advento de tecnologias revolucionárias como a agricultura, a escrita e as cidades, esta percepção mudou. A Natureza, ainda misteriosa, torna-se menos agressiva, e o homem assume o papel de topo da criação, simultaneamente usufrutuário e guardião da Natureza. É uma perspectiva que ainda hoje encontramos nas grandes religiões.
Com as revoluções industriais do carvão e do petróleo, a perspectiva inverteu-se. Durante cerca de dois séculos, a Natureza foi encarada pela tecnocracia dominante como algo a explorar e conquistar sem limites.
As catátrofes ambientais da segunda metade do século XX - poluição generalizada do ar e da água, marés negras, esgotamento de recursos naturais, desrtificação, perda de biodiversidade, alterações climáticas, prejuízos para a saúde pública e para a economia devidos a degradação ambiental, obriga-nos a mudar novamente de paradigma e a palavra de ordem torna-se DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

imagem de carvão vegetal
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